Governo quer aniquilar com os direitos dos trabalhadores

Governo quer aniquilar com os direitos dos trabalhadores
Os jovens podem não saber, mas muitas pessoas já morreram para assegurar os direitos trabalhistas que hoje estão constituídos na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho.

Antes da CLT, sem uma legislação para regular as relações laborais, as pessoas eram obrigadas a cumprir jornadas de até 14 horas por dia, de segunda a segunda, sem descanso semanal remunerado; existia trabalho infantil, não havia férias, 13º salário, Fundo de Garantia, multa rescisória, entre tantos outros direitos que tornavam o praticamente o trabalho em um sistema escravista.

Passados 73 anos da publicação da CLT, eis que os empresários, através do governo interino Temer, tentam fazem uma nova investida para retirar os direitos dos cidadãos por meio de uma Reforma Trabalhista.

Com o argumento enganoso de que o Brasil precisa crescer, mas que para isso é preciso flexibilizar as leis, o governo, compactuado com os empresários (vide nota da CNI) propõe que o “acordado” tenha mais valor que o legislado. Revelando o que está por trás do discurso: eles desejam que tudo o que for negociado entre empresários e trabalhadores prevalecerá sobre o que determina a lei.

Se com os Sindicatos lutando e mobilizando-se permanentemente para preservar e ampliar os direitos já é complicado, imagine se essa proposta vá adiante no Congresso Nacional. Você acredita mesmo que um trabalhador, que depende do emprego para sobreviver, desafiará uma ordenação do patrão? Evidente que não! O trabalhador, em pensamento, estará de acordo com o Sindicato, mas terá de se submeter ao patronato.

A consequência desse projeto nefasto é que os trabalhadores serão, gradativamente, remetidos aos tempos em que não existia legislação, com uma imensa maioria tendo que se submeter a trabalhar de forma Terceirizada, sem registro em Carteira, sem poder contar com as garantias estabelecidas na CLT, que foram construídas ao longo de décadas, com muitas greves e denúncias sobre os abusos patronais.

Os impactos da Reforma Trabalhista serão bem mais profundos, uma vez que afetarão, também, a Previdência Social. Se a CLT for rasgada com a faca de uma “reforma”, não teremos mais trabalhadores com “Carteira Assinada” e, consequentemente, não existirão mais contribuições ao sistema previdenciário, aniquilando assim, a possibilidade do cidadão receber uma aposentadoria ao final do ciclo de trabalho. Por fim, não existirão nem sindicatos.

Terceirizados, para não dizer escravizados, para assegurar uma aposentadoria minimamente decente, os trabalhadores terão de pagar uma previdência privada, realizando o sonho do mercado financeiro, que sempre salivou sobre os mais de R$ 500 bilhões movimentados na Previdência Social.

Na Reforma da Previdência, o governo chegou a propor a desvinculação do Salário Mínimo, o que acarretariam valores de benefícios menores que o Piso Nacional, atualmente de R$ 880,00, e quer a todo custo a implantação de idade mínima de 65 anos, que poderá se estender a 70, dentro de duas décadas.

Se as Reformas - Trabalhista e Previdenciária - seguirem adiante, o povo brasileiro retrocederá quase cem anos quanto aos seus direitos. Voltaremos aos primórdios da Revolução Industrial, quando não existia legislação, nem garantias, nem direitos. E isso é tudo o que os empresários querem.

O governo, com um discurso civilizatório, da velha história de colocar o país nos trilhos da modernidade se conseguir as “reformas”, de fato, promoverá o atraso sob uma roupagem de modernidade. Como já disse Voltaire: “A civilização não suprime a barbárie, aperfeiçoa-a.”
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Yamana Gold anuncia a retomada dos trabalhos na unidade C1, em Santa Luz

Yamana Gold anuncia a retomada dos trabalhos na unidade C1, em Santa Luz

A Yamana Gold anuncia a retomada dos trabalhos na unidade C1, em Santa Luz. Esta decisão veio após a conclusão das análises financeiras e técnicas relacionadas ao recomissionamento que estavam em curso, desde que o projeto foi suspenso em 2014, enquanto aguardava mais esclarecimentos técnicos sobre o C1.
A partir de agora, iniciará uma fase de estudos de engenharia, construção, comissionamento e adequação na planta para dar início a operação, com uma previsão de duração de 18 meses.
Peter Marrone, CEO e presidente do Conselho de Administração da Yamana destaca a sua satisfação com os resultados do esforço técnico relacionado ao recomissionamento do C1, em Santa Luz. “Os testes metalúrgicos e a análise geológica abrangente realizados foram positivos e há um cronograma de desenvolvimento em andamento, com um plano para a produção se iniciar em 2018”, afirma Marrone.
As informações são da Assessoria de Imprensa da Empresa.
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Direito do Trabalho

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No início de cada mês, os empregadores devem depositar em conta bancária vinculada, 8% do salário de cada trabalhador, inclusive o 13º salário.

Descrição da imagem: ilustração de homem transpirando olhando para carteira de trabalho.
 O texto: O que o trabalhador pode fazer se a empresa não estiver depositando o FGTS? O trabalhador pode procurar a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da região. #DireitodoTrabalho
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Techint retoma obra de construção de navio FPSO P-76 nesta segunda-feira (25)

Techint retoma obra de construção de navio FPSO P-76 nesta segunda-feira (25)

O FPSO P-76, que será utilizado pela Petrobras no campo de Búzios III, na área da Cessão Onerosa do pré-sal da Bacia de Santos, está navegando rumo ao Pontal do Paraná, para a Unidade Offshore da Techint, onde passará pelo processo de integração de módulos e finalização de ajustes antes de partir para o destino final. 

A nova etapa de construção da unidade deverá ser iniciada na segunda-feira (25), com prazo de 12 meses para conclusão.

O navio-plataforma, que terá capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo e comprimir 7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, partiu nos últimos dias do Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, onde foi feita a conversão parcial de seu casco.

O diretor de operações da Techint, Guilherme Pires, contou ao Petronotícias que considera o trabalho um marco importante para a empresa no País, já que alcançaram altos índices de conteúdo local, principalmente por meio de capacitação e formação de mão de obra local, que chegou ao pico de 4,5 mil homens trabalhando e agora inclui cerca de 2,8 mil profissionais em atividade.

“Tivemos, em valores, cerca de 60% de conteúdo local, porque fomos obrigados a trazer de fora bombas e equipamentos que não encontramos no Brasil. Mas maximizamos tudo, com a fabricação local de 15 dos 19 módulos que produzimos”, explicou.

De acordo com Pires, o trabalho feito no País incluiu ainda a engenharia, fabricação e montagem do módulo que foi considerado o mais complexo do pacote, o M-09, que envolve toda a parte pesada, de tubulação de alta pressão.

O escopo de contrato da Techint incluiu desde a engenharia e a compra de materiais até a montagem e integração dos 19 módulos de produção do FPSO, além do comissionamento e do start up da planta.

Para o processo de lifting, Pires contou que estão montando um guindaste com capacidade de 3,6 mil toneladas no canteiro de obras no Paraná. “Só existem quatro desses no mundo”, afirma.

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